Procurando entender de que modo o movimento Diaspórico da Igreja e a prática das Indulgências interferiram na vida sócio-cultural e religiosa na colônia da América Portuguesa do século XVIII, torna-se necessário compreender quais os meios utilizados pela Igreja para implantar e manter a prática de seus ensinamentos, sacramentos e pastorais ao longo da colonização, representando as normas e as doutrinas eclesiásticas estabelecidas por Roma.
O Clero preocupava-se com a conduta moral da sociedade colonial que praticava uma religiosidade trazida da África, misturada com elementos indígenas e cristãos, a prática do concubinato, o modo que os indivíduos se vestiam e o uso da língua originária dos nativos e dos negros africanos. Tudo isso gerava uma diversidade de formas de viver e fazer o cotidiano ue nem sempre estavam de acordo com a ortodoxia cristã. Além, é claro, de outro agravvante representado pela vastidão do território, que certamente dificultava a ação do poder eclesial, propondo um cuidado ainda maior por parte dos olhos da Igreja.
As manifestações, costumes, tradições e práticas religiosas de origem africana, indígena e as sincréticas eram vistas como ações de mau comportamento podendo infestar o território colonial com heresias e pecados.
(A Diáspora da Igreja Católica de Portugal para a América Portuguesa do século XVIII. p. 70).
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